Raphael Oliveira

O Governo tenta frear o consumo, mantendo os juros lá nas alturas, e isso resolve? Tenho minhas dúvidas. O consumo de bens caros como carros e imóveis estão em ritmo de total confiança na estabilidade econômica do país. A taxa de juros não intimida, por outro lado, só aumenta a desigualdade social. Porque quem lucra com o preço de não ter dinheiro à vista são os banqueiros, esses nunca lucraram tanto quanto nos dias de hoje. E o que vai acontecer quando o comprometimento com financiamentos não couberem mais no orçamento familiar?

Por isso eu gostaria de mandar algumas dicas para nossa Excelentíssima Presidenta Dilma:

Se a Presidenta quer mesmo Governar para os menos favorecidos, é preciso se fazer mais presente na especulação imobiliária. Vamos falar em português bem claro, do tipo que o Lula falava em palanque. No Brasil hoje em dia tem 100 apartamentos a venda, vem o rico e compra 50 como investimento e faz o preço subir, até não caber mais no bolso do trabalhador. A Presidenta deveria propor à sua vasta base aliada, alguma lei do tipo “Comprou tem que morar” pelo menos nas capitais brasileiras. Uma família trabalhadora hoje não consegue mais comprar o apartamento dos sonhos no Rio de Janeiro, porque a minoria rica do país está lucrando livremente por seu poder de compra. Gostaria de ver o Governo Dilma trazendo privilégios ao trabalhador, a quem quer se estabelecer em sua cidade, pagando um preço justo, ao invés de ver a orla carioca repleta de apartamentos sem moradores, enriquecendo os bolsos dos poderosos que vivem aonde? Na Europa? Na China?

País Rico é País sem Pobreza, claro, mas País Rico é também um país em que o dinheiro do trabalhador tenha valor. Pois a cada dia o dinheiro do trabalhador tem menos valor, isso fica bem claro quando vemos os índices de que o imóvel no Rio aumentou 40% nos últimos 3 anos. Isso porque a cidade maravilhosa está ficando atraente para brasileiros de outros cantos do país e estrangeiros. E quem ajudou a construir essa cidade, trabalhando e vivendo as dificuldades no meio do caminho (anos de insegurança e gastos desnecessários como a Cidade da Música), temos que viver com a sensação de que colocamos a mesa para os outros comerem. Sim, quem está hoje nas casa, na orla, porque as políticas não enriquecem o meu dinheiro suado? Pra garantir os 16 milhões de bolsa-tudo cadastrados Brasil afora? O dinheiro do trabalhador está sendo consumido pela alta dos preços, pela falta de Educação de qualidade, pela falta de Planos de Saúde de qualidade (SUS, nem se fala). Enquanto isso, vejo uma empregada contratada para dar uma faxina semanal na cobertura do prédio na Barra da Tijuca. Os donos moram na Suiça, e passam as férias por aqui, de vez em quando. É isso o Brasil para todos? Cadê o valor do meu CPF, da minha ficha limpa de bom pagador, vantagem alguma perante o bolso cheio de dólar. É a lei do mercado, que a política nacional faz de conta que não vê.

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