O maior posto do Detran do Rio de Janeiro também é um dos que mais recebe queixas de usuários.

Por isso utilize esse espaço para nos contar a sua experiência de fazer a vistoria no Detran da Barra (Alvorada).

Acreditamos que a logística do Detran-RJ não está acompanhando o número de veículos da cidade. E a vistoria anual significa prejuízo para o cidadão, que muitas vezes perde um dia inteiro para resolver essa questão. Queremos que as autoridades extinguam a obrigatoriedade da vistoria. Ou pelo menos aumente sua periodicidade. De 4 em 4 anos, igual à Copa do Mundo!

Logo depois que Pedro Bial, apresentador do reality show Big Brother Brasil chamou seus participantes de heróis, começou a circular uma imagem nas redes sociais com duas fotos: uma dos bombeiros procurando vítimas do desabamento da 13 de Maio e, ao lado, os brothers reunidos na sala da casa do BBB. A foto dizia:

Bial,

Esses aqui são heróis (na foto dos bombeiros)

e esses aqui são um bando de come-e-dorme (na foto dos BBB).

 

Realmente não podia faltar essa crítica, pois sempre vamos esperar mais de um repórter com a bagagem de Pedro Bial, que inclusive já fez cobertura jornalística em zonas de conflito, e com certeza sabe o significado da palavra herói. E essa palavra merece mais respeito.

Em outra página, uma foto de um ônibus cheio e os dizeres:

“O Pedro Bial chama os participantes do BBB de “heróis” porque não sabe que existem pessoas nesse país que acordam de madrugada, pegam três ou quatro ônibus para poder trabalhar, ganham um mísero salário mínimo, não possuem plano de saúde e muito menos condições para colocar os filhos em boas escolas, mas mesmo assim conseguem levar uma família inteira nas costas com um sorriso no rosto e com dignidade no coração. Isso sim é ser “herói”. 

Procuramos músico que toque guitarra slide para ensaios na Barra da Tijuca (RJ), interessados podem entrar em contato pelo email renobrant@yahoo.com.br

coloque no assunto do email: “Guitarra slide”

e no corpo do email o nome de algumas músicas que você sabe tocar com a guitarra slide (usando vidro ou metal).

O objetivo é formatar um pocket show para pequenas apresentações de:

voz, violão, guitarra slide e percussão (+ backing vocal).

Esse post vai para nosso excelentíssimo prefeito Eduardo Paes.

Prefeito,

Está mais do que na hora do senhor parar de viver em 2016, e olhar para a nossa cidade com as dificuldades reais em que vivem seus cidadãos. Se um trabalhador hoje sai de casa se sentindo ameaçado pelos perigos da cidade, ele está sendo apenas realista. Semana passada três prédios desabaram no Centro da cidade, e hoje três cidadãos foram atingidos por mais uma explosão de bueiro. A cidade vive um pesadelo administrativo. Porque a Prefeitura não viu as inúmeras janelas irregulares do prédio de 20 andares que desabou na 13 de Maio? O que faziam os vereadores? Ah sim, entregando medalhas Pedro Ernesto (que equivalem a 80 % de seus trabalhos na casa). E a Defesa Civil? Quantos prédios ainda estão ameaçando a vida de quem quer trabalhar no Centro da Cidade? Quantos bueiros e quais podem explodir? Porque existem riscos de explosão sem providências para que essas tragédias não voltem a acontecer? Enquanto isso o senhor fica vendendo uma imagem do Rio de cidade moderna, mas só quem vive aqui é que não esquece o absurdo do desperdício do dinheiro público que foi a Cidade das Artes. A fiscalização não é rigorosa contra os poderosos, a Light e os donos de imóveis no Centro do Rio. Abrem-se janelas onde não poderia, sem consequências, e vivemos um cada um por si, nessa selva de pedra. Sinto-me enojado de perceber que o Rio está sendo enfeitado apenas para um evento mundial, daqui a quatro anos, porque as mazelas que cobrem as notícias dessa cidade revelam um total descaso com a população que trabalha dura e paga altos impostos para ter uma cidade que deveria ser muito mais prática e segura do que a que temos. Enquanto o senhor vive o sonho olímpico, estão ressoando explosões na cidade maravilhosa, de edifícios e bueiros. Faça valer os milhares de votos que recebeu e cuide do povo do Rio, esse é o seu trabalho e sua obrigação.

Tive um sonho essa noite que me fez chegar a uma definição do que é Deus.

No sonho eu recebia a visita de nada menos que o ator norte-americano Jack Nicholson, nossa conversa era de grandes amigos e eu me esforçava para dizer, em inglês, que eu valorizava muito o fato de ele, uma pessoa tão importante, ser amigo de mim, um total desconhecido que ninguém se importava. No encontro, contava meus dramas pessoais, e ele sabia a história dos personagens dos meus relatos, porque ele tinha uma boa memória de tudo que eu contei a ele na nossa relação de amizade.

Acordei e pensei: acho que Deus escolhe figuras conhecidas para se aproximar de seus filhos, no caso, um ator. Duvido que o ator quisesse de verdade ser meu amigo, ou saber das minhas histórias cotidianas. Mas Deus, aí vai a minha definição:

DEUS É A PESSOA MAIS CONHECIDA, REQUISITADA E AMADA DO UNIVERSO, E MESMO ASSIM TEM TEMPO PARA TER UMA RELAÇÃO SINCERA DE AMIGO COM VOCÊ.

Meu amigo, Johnny, o cara tem muitas qualidades em muitas áreas: profissional, interpessoal e na inteligência emocional. É uma pessoa equilibrada, só tem uma característica que lhe é peculiar, ser um mau perdedor no amor. Perder no amor pode ser:

- Amar e não ser amado de volta. Sem namoro, nem nada.

- Amar e ser mal amado. Com traição ou pouca atenção (o que dá no mesmo).

Em ambos os casos, Johnny simplesmente apaga essas pessoas de sua mente, seu coração, se for preciso, evita lugares, pessoas. Ele deseja que elas sejam felizes, com seus escolhidos ou a solidão. Mesmo sendo a opção mais saudável para todo mundo, pois ninguém gosta de ex-namorado no pé da sua mulher, o mau perdedor no amor é mau visto, recriminado. Isso acontece por causa da gigante diferença entre homens e mulheres. Dizem que mulher sofre imediatamente o fim do namoro, e o homem vai sofrendo aos poucos e por muito tempo. De fato, Johnny se diz impressionado com a velocidade em que uma mulher refaz sua vida amorosa. É coisa de semana ou dias! O homem pode levar anos para se refazer. A atração sexual entre homens e mulheres é a mesmo que une e separa. Hoje mesmo vi um grupo de mulheres almoçando sozinhas e lembrei do que Johnny diz: Mulheres se sentem mais seguras entre elas porque a tensão sexual é vista como uma ameaça, e intuitivamente elas querem viver eternamente no jardim de infância, segregadas no clube da Luluzinha.

Nesse clube, troféus são erguidos, esses são os bons perdedores. Ítens (isso mesmo) valiosíssimos em suas redes sociais. Uma tripa de pessoas que se mostram disponíveis para o repeteco. O bom perdedor garante que vale a pena sacrificar o orgulho e continuar acreditando na sorte grande. Conheci uma mulher que gostava de reunir no mesmo ambiente, várias pessoas que já gostaram dela. Chega! Os homens não são peças do jogo da autoestima das mulheres, pra quê ter uma amizade com quem já teve apaixonado por você. Tem que ter uma cabeça muito boa e simplista para viver o “melhor viver sem você comigo, do que não ter você na minha vida”.

Os amigos que querem mudar seu status de relacionamento depois de terem quebrado a cara são pessoas de muita coragem. Coragem para viver sem nenhuma defesa contra uma nova decepção bem provável. Coragem por incentivar a tirania de quem está lentamente tirando da sua vítima suas convicções de ser um excelente partido. O bom perdedor aceita ser um sapato, uma blusa, para continuar no armário. A fila da felina anda, mas a do homem não pode andar. Isso é cruel, e por isso meu amigo Johnny chega ser radical. Acabou, acabou, finito. E se nunca engatou, adeus.

O Portal da Transparência serve para o cidadão acompanhar os gastos públicos, mas desde a virada do ano, o Portal não é atualizado, impedindo que se consulte o destino do dinheiro público até hoje (23 de janeiro), não se sabe quando será habilitada a consulta para o ano de 2012. ISSO É UMA VERGONHA!

http://www.portaldatransparencia.gov.br

Cadê a transparência? Tirou férias? Alô Dilma?

Uma propaganda de televisão anunciava um ediício na Paraíba, e o pai dizia que todo mundo sabia do lançamento, menos a Luiza, que está no Canadá. E a frase caiu na boca do povo, pra tudo passou a se dizer que “menos Luiza, que está no Canadá”. Em intercâmbio, Luiza decidiu voltar ao Brasil para estrelar comercial do mesmo edifício e dar entrevistas por ter ficado famosa em pouco tempo, por causa das redes sociais.


Aviso, esse vídeo não é recomendado para pessoas sensíveis. Vale a pena lembrar que as duas competidoras se posicionaram de maneira errada, uma ao lado da outra, ao invés de ficarem uma em frente da outra, ou melhor ainda, em casa cozinhando para seus maridos!

Comunicado Oficial do Ministério das Comunicações.

“Inicialmente, o Ministério das Comunicações vai identificar se o possível estupro foi veiculado na TV Globo, emissora outorgada concessionária do serviço de radiodifusão de sons e imagens, fiscalizada pelo ministério, ou apenas nos canais de TV por assinatura, fiscalizados pela Anatel, nos termos da Lei Geral de Telecomunicações – LGT. Já foi solicitada à TV Globo a gravação da programação veiculada nos dias 14 e 15 de janeiro de 2012, para degravação. As imagens serão analisadas e, se estiverem em desacordo com as finalidades educativas e culturais da radiodifusão e com a manutenção de um elevado sentido moral e cívico, não permitindo a transmissão de espetáculos, trechos musicais cantados, quadros, anedotas ou palavras contrárias à moral familiar e aos bons costumes, expondo pessoas a situações que, de alguma forma, redundem em constrangimento, ainda que seu objetivo seja jornalístico (art. 38, alínea “d” do Código Brasileiro de Telecomunicações – Lei n˚ 4.117/62 – c/c art. 28, item 12, alíneas “a” e “b” do Regulamento dos Serviços de Radiodifusão – Decreto n˚ 52.795/63), será instaurado Processo de Apuração de Infração neste ministério, cujas sanções cabíveis incluem a interrupção dos serviços (Parágrafo único do art. 63 e multa nos termos do art. 62 do mesmo Código).”

 Opinião de nossos colunistas:

O telespectador brasileiro merece a seriedade dessa investigação. É preciso lembrar que o programa drogou os participantes com intensa ingestão de bebidas alcóolicas e está sendo denunciada por veiculação de um estrupro ao vivo na TV a Cabo, sob forma de “entretenimento”.

O Governo tenta frear o consumo, mantendo os juros lá nas alturas, e isso resolve? Tenho minhas dúvidas. O consumo de bens caros como carros e imóveis estão em ritmo de total confiança na estabilidade econômica do país. A taxa de juros não intimida, por outro lado, só aumenta a desigualdade social. Porque quem lucra com o preço de não ter dinheiro à vista são os banqueiros, esses nunca lucraram tanto quanto nos dias de hoje. E o que vai acontecer quando o comprometimento com financiamentos não couberem mais no orçamento familiar?

Por isso eu gostaria de mandar algumas dicas para nossa Excelentíssima Presidenta Dilma:

Se a Presidenta quer mesmo Governar para os menos favorecidos, é preciso se fazer mais presente na especulação imobiliária. Vamos falar em português bem claro, do tipo que o Lula falava em palanque. No Brasil hoje em dia tem 100 apartamentos a venda, vem o rico e compra 50 como investimento e faz o preço subir, até não caber mais no bolso do trabalhador. A Presidenta deveria propor à sua vasta base aliada, alguma lei do tipo “Comprou tem que morar” pelo menos nas capitais brasileiras. Uma família trabalhadora hoje não consegue mais comprar o apartamento dos sonhos no Rio de Janeiro, porque a minoria rica do país está lucrando livremente por seu poder de compra. Gostaria de ver o Governo Dilma trazendo privilégios ao trabalhador, a quem quer se estabelecer em sua cidade, pagando um preço justo, ao invés de ver a orla carioca repleta de apartamentos sem moradores, enriquecendo os bolsos dos poderosos que vivem aonde? Na Europa? Na China?

País Rico é País sem Pobreza, claro, mas País Rico é também um país em que o dinheiro do trabalhador tenha valor. Pois a cada dia o dinheiro do trabalhador tem menos valor, isso fica bem claro quando vemos os índices de que o imóvel no Rio aumentou 40% nos últimos 3 anos. Isso porque a cidade maravilhosa está ficando atraente para brasileiros de outros cantos do país e estrangeiros. E quem ajudou a construir essa cidade, trabalhando e vivendo as dificuldades no meio do caminho (anos de insegurança e gastos desnecessários como a Cidade da Música), temos que viver com a sensação de que colocamos a mesa para os outros comerem. Sim, quem está hoje nas casa, na orla, porque as políticas não enriquecem o meu dinheiro suado? Pra garantir os 16 milhões de bolsa-tudo cadastrados Brasil afora? O dinheiro do trabalhador está sendo consumido pela alta dos preços, pela falta de Educação de qualidade, pela falta de Planos de Saúde de qualidade (SUS, nem se fala). Enquanto isso, vejo uma empregada contratada para dar uma faxina semanal na cobertura do prédio na Barra da Tijuca. Os donos moram na Suiça, e passam as férias por aqui, de vez em quando. É isso o Brasil para todos? Cadê o valor do meu CPF, da minha ficha limpa de bom pagador, vantagem alguma perante o bolso cheio de dólar. É a lei do mercado, que a política nacional faz de conta que não vê.

Quando vejo Roberto Carlos cantando a música de final de ano da Rede Globo, não consigo evitar o pensamento do tipo “triste fim de carreira”. O Rei Roberto Carlos virou uma espécie de bem adquirido pela maior rede de televisão do país. Assim sendo, pega bem regravar Roberto, amar Roberto, desde os calhambeque bibi. Ele é uma unanimidade, e é muito bom mesmo. Pessoalmente posso dizer que fui ao show de Roberto no Maracanãzinho, mas a única música que me fez levantar da cadeira pra cantar junto foi “Força Estranha”, de Caetano Veloso. Mas será possível você conseguir ser um fenômeno sem cair nas graças dessa empresa privada, que recebe recursos públicos em diversas de suas produções?

Por causa de uma única música emplacada, a Globo uniu em um dueto MC Leozinho e Rei Roberto Carlos. Essa liberdade que os artistas se submetem para serem dirigidos pela Globo é que causa estranhamento. Todo mundo sabe que Roberto Carlos não tem nada a ver com o “Se ela dança eu danço”. A busca pela audiência em salas fechadas reproduzem hoje em dia o que na Grécia Antiga era representada pelo Olimpo. Zeus, Posseidon e sua turma de imortais mexiam em bonecos para fazer valer a vontade divina. Eles eram os “Master of Puppets”, os mestres das marionetes. Traz Roberto, põe MC, tira Roberto, põe Teló com Neymar, põe Roberto de novo, aumenta o salário do Roberto. Até quando vão querer fazer o papel de Deus? Nessa desesperança, em outro canal embarco de alma no avião do Vôo 666 – um excelente filme com a banda Iron Maiden, e me apego com fé ao depoimento de Nicko McBrain que disse que o Iron Maiden nunca teve a mídia a seu favor, mas sempre teve uma grande legião de fãs. Eles não podem andar na rua em qualquer país em que chegam, são imediatamente assediados.

Tive que recorrer a um exemplo fora do Brasil, porque aqui dentro está difícil, a subserviência e a disponibilidade para fazer o que se decide nas salas do Olimpo global, reduz esse número drásticamente, porque em matéria de esconder o que não é manipulável, tiram nota dez. Transformam e descontroem personagens, e todo mundo aceita rindo de orelha a orelha se despencar para o Rio de Janeiro e se apresentar em rede nacional sem receber um centavo.  Os próprios Titãs já disseram que nunca receberam para tocar ao vivo na Globo, estou errado? E com a pirataria, os downloads de mp3, já parou para pensar a situação que vivem as bandas no Brasil, depois que seu principal produto passou a ser copiável até por um moleque de 5 anos de idade. Com sorte conseguem desenterrar vários talentos ainda da época do LP para suprir uma falta de novidade no mundo da música, vide Blitz e RPM. Minha amada avó dizia que “se não está na Globo, não é sucesso”. Assim vão sugando até a última gordura do elenco pelanca, sem abrir a guarda para o novo, o inédito. Artistas talentosos impedidos de se estabelecer acabam desistindo de lutar contra esse Godzilla invisível que anda em círculos.

E a verdade absoluta da vovó começa a perder força para o YouTube? Ou vai tudo continuar sendo uma grande conversa com mudo, em que um só fala e o outro só escuta. Quero comprar um CD do Foo Fighters com a música “My Hero”, você tem idéia de quanto eu vou ter que procurar, porque nos supermercados, Lojas Americanas da vida, lá estão o que querem que eu escute, artistas que foram testados e aprovados com selo de garantia. Qualidade não, garantia. Garantia de que a atitude é limitada, a mensagem é mantenedora, e que aceitam se enquadrar dentro da sinopse implícita que se passa ao pública. Essa daqui é uma roqueira baiana cheia de atitude com piercing na língua.

Mas o que seria atitude de verdade, dar as costas e fechar as portas para as oportunidades? Não é essa a questão, a questão é que a vida é maior do que se desenha nas pranchetas dos escritório, a vida está acontecendo aí fora quando um artista consegue transmitir uma mensagem e mudar a vida de uma pessoa. Assim como “My Hero” talvez tenha mudado a minha, mas o Brasil tem sofrido duros golpes para que a vida não seja mostrada, e sim dirigida por funcionários de uma mesma empresa, para que a “realeza” esteja muito bem controlada no especial de fim de ano, para que sejam confundidos, Rei, Deus e uma empresa familiar. Isso mesmo, batam palmas porque o contracheque está na saída.

Quando eu fiz faculdade, ou pelo menos tentei fazer na UFRJ Praia Vermelha, o Pinel (Hospital Psiquiátrico) estava em plena política de “Portas abertas”. Em outras palavras, os internos que sofriam de uma loucura mais branda podiam sair da instituição e circular pelo campus universitário. Alguns eram até bastante sociáveis, o mais popular dos “malucos” era talvez o Joe. Um sujeito muito magro e com uma aparência muito sofrida. Muita gente falava com ele, que tinha muitas histórias. Particularmente nunca dei papo para o Joe. Não sei porquê.

O fato é que, na época, eu tinha muitos problemas com o meu cabelo, excessivamente crespo, ressecado e volumoso, e na correria da vida de estudante que andava de ônibus, muitas vezes optava por um boné para esconder a maior parte do meu cabelo possível. Usava muito um boné importado, que ganhei de presente de um pessoa que foi para os Estados Unidos, da Harley Davidson. Era um boné preto, com a aba verde. Eu não tirava o boné pra nada, mas por algum motivo, enquanto eu tirava xerox, deixei em cima do balcão. Foi uma questão de minutos até reparar o sumiço do acessório. Perguntei e ninguem sabia do boné. Até que um funcionário me disse que tinha visto o Joe com um boné.

Movido por uma fúria que me deixou muito acelerado, percorri o campus, e fui no Pinel, o funcionário me deixou entrar e vi as instalações, portas que abriam em cima e em baixo, algo bem deprimente, mas não me abalei. Vi que ele não estava no quarto que era dele e voltei para o campus, fui até o bar apelidado de ”sujinho”. E lá estava, cercado de amigos, o Joe usando o meu boné. Eu me aproximei rapidamente sem ele me ver, tirei o boné da cabeça dele, de supetão, arregalei os olhos olhando bem na cara dele e disse: “-Esse boné aqui é MEUUUU!”. Dei as costas e fui embora.

Agora vocês podem me perguntar porque estou contando essa história. É só para dizer que hoje em dia eu não faria aquilo que eu fiz. Provavelmente eu chegaria amigável perto dele e falaria: “Joe, o seu boné é dez!! Faça bom proveito!”. Ia tirar a culpa dele pelo furto. O boné estava sem dono quando ele pegou. Afinal Joe estava lá, em um círculo social, com uma peça na cabeça que seria muito difícil dele ter igual, por causa da situação de abandono e violência que ele vivia por causa da doença mental dele. Minha reação foi um tanto quanto enérgica, era falar a verdade, eu perdi o tesão de usar aquele boné pouco tempo depois porque eu mesmo já não tinha mais aquele sentimento de posse, era já o boné que eu tomei da cabeça de um doido. 

Hoje em dia, penso que a convivência com essas pessoas poderia ter representado uma oportunidade de estender a mão a quem é necessitado. O mundo vive episódios de pesadelos por causa da intolerância, do hábito de descontar em terceiros o problema que é teve outras origens. Junto com o boné, carregava outras frustrações, outras vergonhas além do meu cabelo, no fundo me sentia uma pessoa isolada e presa como um interno. Não quero me nivelar por baixo e dizer que eu pelo menos não baixei a porrada no sujeito como muitas outras pessoas fariam. Joe apanhou muito na vida, me disseram. Mas aquele boné da Harley que veios States tinha destino certo, a cabeça do Joe, o verdadeiro ladrão fui eu e me arrependo disso. Isso é para você refletir.

“Dizem que sou louco por pensar assim, se sou muito louco por eu ser feliz, mas louco é quem me diz, e não é feliz.” (Arnaldo Baptista)

O Hit de Michel Teló está virando uma febre internacional agora! O vídeo é muito engraçado, prova de que todo mundo, mesmo um paraquedista de elite, merece um momento de descontração. Feliz 2012!

 

Uma pirueta
duas piruetas
bravo,  bravo
superpiruetas
ultrapiruetas
bravo, bravo

salta sobre a
arquibancada
e tomba de nariz
que a moçada
vai pedir bis

Quatro cambalhotas
cinco cambalhotas
bravo,  bravo
arquicambalhotas
hipercambalhotas
bravo, bravo

rompe a lona
beija as nuvens
tomba de nariz
que os jovens
vão pedir bis

No intervalo tem cheirim de macarrão
e a barriga ronca mais do que um trovão
quero um prato
cê tá louco
quero um pouco
cê tá chato
só um pedaço
cê tá gordo
eu te mordo
seu palhaço

olha o público  cansado de esperar
o espetáculo não pode parar

Vinte piruetas
trinta piruetas
bravo, bravo
polipiruetas
maxipiruetas
bravo, bravo
sobe ao céu
fura a calota
e tomba de bumbum
que a patota grita mais um

Dez mil cambalhotas
cem mil cambalhotas
bravo,  bravo
maxicambalhotas
extracambalhotas
bravo, bravo
salta além da  estratosfera
e cai onde cair
que a galera  morre de rir

Ai, minhas costelas
já tô vendo estrelas
bravo,  bravo
ai, minha cachola
não tô bom da bola
bravo, bravo
lona…
nuvens
tomba no hospital
uma pirueta
uma cabriola
uma cambalhota
não tô bom da bola
e o pessoal
delira…
maxipirulito…
ultravioleta…
bravo, bravo!

(Essa música fez parte da minha infância, alguém tem a cifra dela?)

A novela que começou bem, mostrando a vida simples de uma trabalhadora, a Griselda, o que se tornou? Um espetáculo de personagens fora-da-realidade completamente fatídico. Como é que uma só novela consegue fazer tantas proezas sozinha? Transformou atores em ascenção como Juliana Knust e Dalton Vigh em patetas da teledramaturgia, sempre rodando em círculos numa mesmice chata e sem nenhuma variação. E a Thereza Cristina, personagem de Cristiane Torloni, pode-se com certeza dizer que ela chegou ao auge da carreira, o auge da canastrice, da não-empatia, do repugnante. O personagem pede e ela dá, a dúvida fica por quanto tem de Caco Antibes desse Miguelzinho! A cena dela assistindo à amiga jornalista sendo executada dentro do carro dela, eu preferia fechar os olhos e esquecer pra sempre. Mas não, é só mais um legado desse folhetim infeliz chamado Insensato Coração.

Escuto protestos na sala quanto ao conteúdo deste Post, pois querem que eu diga que o Marcelo Serrado está salvando a novela com o Crô. Sim, criar personagens afeminados está mesmo sendo um primor na Globo. Tanto, mas tanto que fica até difícil de encontrar algum personagem de botar a mão no fogo por algum personagem quando o assunto é desmunhecar. Os personagens masculinos parecem que estão a um passo de ter homossexualidade descobertas. Homem que é homem não vive de fofoquinha, não se liga em tanto detalhe, não fica conversando tanta abobrinha sobre a vida alheia. O universo masculino é um alien nesse horário. Se o Charlie Brown já dizia que “o jovem no Brasil não é levado a sério”, pra mim uma óbvia alusão ao folhetim Malhação, agora é o homem heterossexual que não é levado a sério. O que trabalha pra manter a sua família.

O tal jogador de volei, que também mata, e é bombeiro aposentado, seria amante do Crô também! Nossa, Aguinaldo conseguiu queimar o filme de muitos ao mesmo tempo. O vadio da barra, o bombeiro (também chamado por autoridade do Rio de vândalo). Morar na Barra, me deixa indignado com esta novela, porque não vejo representados seus moradores, não esbarro com Therezas, clôs, nem vadios. Será que só os caricatos são interessantes? E que só vencer na Mega-Sena é capaz de fazer a pessoa dar a volta por cima e receber de volta o amor do filho. Griselda, uma milionária atípica, não se preocupa com segurança e nem tem uma porção de gente pedindo dinheiro a ela. Pode andar tranquilamente como a ex-mulher das bocadas, cheia de milhões na conta, sem nem ter que mudar de círculo de amizade. E o ex-marido? Fica mais ocupado furando o casebre beira-mar da Barra, atrás de uma peça chinesa? Sério está na hora de misturar um pouco essa visão feminina e injetar um pouco mais de realidade porque essa novela está cheirando mal. Não exagerem para o mal se não querem exagerar para o bem.

 

 

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